HOME

Ações para o cuidador

Abraz SPA doença de Alzheimer afeta não somente a vida de uma pessoa, mas também a vida dos familiares. Quando você soube pela primeira vez, do diagnóstico dado ao seu familiar, provavelmente sentiu-se desamparado e amedrontado. Agora você sabe que pode contar com pessoas e serviços que podem ajudá-lo a viver com todas estas mudanças que estão ocorrendo. Os sentimentos de revolta, culpa, solidão e outros, são naturais quando desconhecemos com o que estamos tratando.

A ABRAz-SP sempre estará ao seu lado para ajudá-lo a entender seus sentimentos e aceitá-los e a partir deste crescimento, saberá como agir frente aos desafios que esta doença apresenta. A ABRAz-SP é constituída por pessoas que passam ou já passaram por estes mesmos problemas que você está enfrentando e por isso ela tem condições de ajudá-lo quando sentir:

  • Sofrimento: o conhecimento do diagnóstico nos dá a sensação de sermos os únicos no mundo a termos este problema. É natural esta sensação de perda e sofrimento decorrente. É normal lembrar-se da pessoa como era antes da doença, mas é importante não se fixar somente nestas lembranças e sim de que hoje, a pessoa com doença de Alzheimer tem outro comportamento e necessita de você mais do que nunca.
  • Inversão de papéis: com o agravamento da doença, é comum que os papeis familiares sejam invertidos, o pai / mãe passam a tratar os filhos como seus pais. É difícil aceitar que hoje, a pessoa com doença de Alzheimer passa a depender de você e não mais o contrário. Você entendendo esta inversão de papéis, estará ajudando a si mesmo como seu familiar afetado.
  • Culpa: é freqüente sentir-se culpado, e este sentimento se acentua quando pensamos como era nosso relacionamento anteriormente ou como a família está se desestruturando ou como nossas finanças estão sendo afetadas ou como perdemos a paciência e culpa por outras tantas razões. É importante buscar ajuda com profissionais especializados, nos Grupos de Apoio e nas trocas de experiências com outros familiares.
  • Revolta: é muito natural ficarmos revoltados inicialmente, assim que recebemos o diagnóstico. Podemos nos revoltar porque de repente estamos sozinhos para cuidar do nosso familiar, porque precisamos para com nossa atividade profissional, porque não temos mais tempo para tal ou porque não achamos pessoas que nos ajudem O sentimento de revolta está muito próximo do sentimento de culpa, e é importante que busquemos informações e orientações sobre o manejo da doença. Assim, com maiores informações, percebemos que nem a culpa nem a revolta precisam e devam ser cultivadas.
  • Embaraço: com a doença de Alzheimer, a pessoa por ela afetada pode ter alguns comportamentos não usuais, podendo ser um deles, o tirar a roupa ou manipular as genitálias. Não fique embaraçado por isto e lembre-se que o paciente perdeu sua noção crítica e não está percebendo o que faz. Não perca a paciência nem se isole e muito menos, isole o seu familiar. Existem alternativas para que ele não faça isso.
  • Compartilhe seus sentimentos: Você não está sozinho!!! Lembre-se sempre disto. Procure participar e compartilhar com seus familiares e demais familiares dos Grupos de Apoio de suas angústias e ansiedades. Você vai perceber que entendendo e aceitando a doença, cuidando de você mesmo, poderá oferecer melhores condições de vida ao seu familiar.
  • Cuide de sua saúde: o cuidar de uma pessoa com doença de Alzheimer nos toma as 24 horas do dia e até mais, se fosse possível. Neste ato de cuidar, é muito comum esquecermos de que também precisamos de atendimentos médico, odontológicos, oftalmológicos e outros. É importante que você não se esqueça de si próprio porque seu familiar depende de você, e se não estiver, quem cuidará dele?
  • Alimente-se corretamente: as atividades diárias junto à pessoa com Alzheimer são inúmeras e constantes e acabamos por nos esquecer de nos alimentar corretamente. É tão comum trocarmos um almoço balanceado por frutas e bolachas, mas não permita que isto aconteça com você. A alimentação saudável é parte dos cuidados que você não deve nunca esquecer.
  • Reduza o estresse e controle suas emoções: quando sentir-se muito cansada, tensa, aflita pelo ato de cuidar constantemente de seu familiar, sentir que suas forças estão terminando, dê um tempo: saia um pouco, ouça uma música, veja um filme. Relaxe!!! Muito do exercício de cuidar de seu familiar dependerá de seu estado emocional. Dê um tempo a você mesmo. Faça algo que goste e que costumava fazer antes: bordados, leitura, deitar na rede etc. Pode parecer difícil entender que isto pode ser feito, mas precisa ser feito para que você esteja bem com você e conseqüentemente, seu familiar também se sentirá bem, pois o descontrole de suas emoções pode afetar também o estado emocional de seu familiar.
  • Busque auxilio: todos nós temos limitações e não fomos “treinados” para cuidar de uma pessoa com doença de Alzheimer. Assim, é saudável que busque auxílio sempre que necessário, seja com profissionais habilitados, seja participando de nossos Grupos de Apoio, seja trocando idéias com outros familiares. Não tente resolver tudo sozinho. Em alguns momentos você deverá tomar decisões que podem parecer muito difíceis, que poderão provocar ressentimentos e exigirão coragem. A ABRAz-SP está ao seu lado para ajudá-lo nestas decisões relacionadas à pessoa com doença de Alzheimer, que podem ser:
  • Quando não podemos deixa nosso familiar sozinho: com a evolução da doença de Alzheimer, existe o comprometimento da memória, linguagem e capacidade para lidar com determinadas situações. Isto pode levar seu familiar a esquecer de tomar os medicamentos corretos e na hora devida; pode esquecer uma panela no fogão, pode esquecer-se de desligar o gás dentre outros. Neste momento, você precisa decidir se: será melhor ele morar junto com você: não se esqueça de que o mundo da pessoa com doença de Alzheimer começa a ficar mais restrito e por isso, ele pode sentir muito a mudança de local. Se for esta a decisão, lembre-se de arrumar o espaço que ele ocupará em sua casa, com seus objetos particulares, assim ele sentirá um pouco menos a mudança e sua referência não será tão alterada ou se será melhor você contratar um cuidador formal: neste aspecto é preciso considerar os aspectos financeiros, de espaço e de empatia de seu familiar e do cuidador a ser contratado.
  • Quando não permitir que ele continue dirigindo: nosso bom senso indica que nosso familiar não tem mais condições de continuar dirigindo, porém a ação de não mais permitir é muito difícil e traumático. Lembre-se que a doença de Alzheimer compromete a noção temporo-espacial, a atenção, a habilidade viso-espacial, tomar decisões rápidas e outras. Quando observar que seu familiar encontra dificuldades para manejar o carro, é chegado o momento em que precisará agir, seja retirando gradualmente a direção ou ser mais drástico e retirar completamente a possibilidade de continuar dirigindo.
  • Quando não permitir que ele continue no controle financeiro: hoje em dia é usual a utilização de cartões de débito e exigência de senhas para a retirada de dinheiro nos bancos. Isto exige que saibamos sempre nossas senhas e é exatamente este aspecto que mais dificulta nosso familiar em continuar no controle de suas economias. Além do perigo dele perder dinheiro, pois muitas vezes não sabe mais calcular o valor, existe ainda o perigo de assalto tão comuns com pessoas idosas.
  • Quando orientá-lo a parar de trabalhar: nosso familiar construiu uma história de vida que envolve os aspectos familiares e profissionais. Precisamos preservá-lo que qualquer motivo que venha afetar sua vida profissional, e desta forma, com o avançar da doença é recomendável que ele pare de trabalhar seja como empregado (sua própria chefia fará esta recomendação) seja como empregador (você deverá ajudá-lo a diminuir gradativamente sua carga de trabalho). Ele poderá tomar algumas atitudes em seu ambiente de trabalho que eventualmente poderão prejudicar outros. Porém não é saudável que ele fique totalmente inativo, por isso você precisa mantê-lo ocupado – busque saber o que ele gostava de fazer e incentive-o a retomar esta atividade.
  • Como escolher um cuidador profissional: a escolha de um cuidador profissional envolve várias análises, porque será uma terceira pessoa a participar da vida de seu familiar e da rotina de sua casa. O processo de seleção e análise de um cuidador pode ser custoso para você, mas precisa e ser feita criteriosamente observando o seguinte;

- verifique junto a familiares de outros pacientes se existe alguma indicação;
- verifique o histórico profissional deste cuidador: formação, cursos de atualização na área de demências, tem pratica em cuidar de pessoas com doença de Alzheimer, onde trabalhou, por quanto tempo, referências;
- entre em contato com antigos empregadores; procure saber como era o contato dele com o paciente que cuidava.
Quando terminar a seleção e enfim, encontrar um cuidador adequado, fique atento aos direitos trabalhistas deste cuidador: carteira de trabalho (assinada e com anotações específicas), salário, 13º salário, férias, INSS, FGTS, vale transporte e outros. É recomendável que você tenha orientações de um contador.

  • Como buscar uma clinica ou casa de repouso: A escolha de uma clinica ou casa de repouso requer muita atenção. É preciso identificar o que queremos e o que nosso familiar necessita: atendimento especializado (fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia dentre outros) ou somente a hospedagem em uma instituição. Esta institucionalização será por um período pequeno, por exemplo, um final de semana e um período maior? Seja qual for a necessidade, é importante que você fique atento ao seguinte:

- a instituição está devidamente registrada nos órgãos competentes?
- busque referências
- quais os recursos humanos disponíveis no local e se são em número suficiente para atender a todos os que se encontram institucionalizados;
- o pessoal é treinado? Existem outros pacientes com doença de Alzheimer? Observe como os funcionários tratam as pessoas que lá estão.
- existe retaguarda médica? Quem é chamado em caso de emergência e como é o procedimento?
- procure visitar a instituição no horário do almoço ou lanche para observar como a refeição é entregue e constituída;
- visite a instituição, verifique a limpeza, distribuição dos quartos, ventilação, iluminação; observe os cuidados com a segurança do paciente (corrimão nas escadas, barras de segurança nos banheiros, piso);

Ações com a pessoa com a doença de Alzheimer

Abraz SPA qualidade de vida da pessoa com doença de Alzheimer mantém-se em função do tempo durante o qual consegue fazer uso das suas próprias capacidades físicas e mentais.

Ajude-o a fazer as coisas, mas não faça por ele. Assim estará ajudando a mantê-lo independente por mais tempo. A pessoa afetada pode ter comportamentos infantis, mas não é uma criança. São também importantes os cuidados preventivos no ambiente em que vive o doente para prevenir problemas, principalmente quedas. Clique nos links acima e veja as orientações dadas pela ABRAz-SP para ajudá-lo a enfrentar certos desafios.

Problemas no dia a dia

Abraz SPAs atividades de vida diária como alimentar-se, tomar banho, vestir-se, locomover-se (entrar e sair da cama) e higiene pessoal, são extremamente importantes e devem ser incentivadas e orientadas para que a pessoa com doença de Alzheimer realize sozinha pelo maior tempo possível. Observe: 

Higiene pessoal:
incentive que o paciente mantenha sua própria higiene pessoal seguindo uma rotina. Você pode ajudá-lo supervisionando para que a temperatura do banho esteja adequada e deixando o banheiro seguro para a locomoção. Lembre-se de que a aparência física é importante para o próprio bem estar, assim incentive-o a estar sempre devidamente arrumado.

Locomoção:
verifique elementos que facilitem a locomoção da pessoa. Veja se estão adequados: iluminação do ambiente, a altura da cama, se as cadeiras/poltronas são confortáveis. Não devem existir empecilhos no caminho, portanto NÃO coloque tapetes ao lado da cama, NÂO deixe chinelos ou sandálias abertas para que ele utilize ao levantar, NÃO tenha móveis com quinas acentuadas.

Vestir:
veja se as roupas estão adequadas, oferecendo facilidades ao vestir, sem muitos botões ilhoses, nem apertadas e nem largas. Nessa doença é normal o emagrecimento, mesmo o paciente alimentando-se bem. Incentive-o para que se vista sozinho e mostre sempre duas alternativas de vestimenta para que ele escolha suas próprias roupas. Observe se o calçado tem sola antiderrapante e, no caso de chinelos, que sejam sempre fechados oferecendo segurança ao andar.

Incontinência: é muitas vezes ocasionada pelo fato de esquecer onde é o banheiro e de não saber mais usá-lo corretamente. Procure estabelecer uma rotina de idas ao banheiro. É importante que você observe se existe possibilidade de infecção urinária (urina com cheiro e cor forte), se o intestino está funcionando normalmente (não esperar mais de três dias sem que haja evacuação). Em qualquer caso, NÃO DÊ NENHUM MEDICAMENTO SEM ANTES CONVERSAR COM O MÉDICO.

Problemas com o novo comportamento

Abraz SPAgressividade / Irritabilidade: a doença de Alzheimer pode trazer à pessoa acometida, períodos de agressividade e/ou de irritabilidade para consigo mesma ou para com membros da família e cuidadores. Você, como familiar cuidador, não deve se sentir ameaçado. Muitas vezes, esse comportamento pode significar uma reação aos processos confusionais da doença, as dificuldades de se expressar, até mesmo de alguma dor. Algumas dicas que podem ser observadas:
* seja paciente e não demonstre medo;
* direcione a atenção da pessoa para uma atividade diferente, como ver uma revista, ouvir uma musica, dar um passeio, desenhar, jogar e outros;
* não discuta, pois o paciente esquece com muita facilidade e nem sempre irá se lembrar de que foi agressivo ou ofensivo. A discussão apenas aumentará o estresse de ambos;
* quando você perder a paciência não se sinta culpado. Todos temos nossos limites. Porém se perder constantemente a paciência devido ao comportamento do paciente, é conveniente que procure ajuda profissional. Lembre-se que os Grupos de Apoio da ABRAz-SP podem lhe ajudar a enfrentar este problema;
* é fundamental que você busque orientação do profissional médico que atende o paciente, pois existem alternativas farmacológicas para um comportamento extremamente agressivo.

Comunicação: este é um dos aspectos mais importantes a que o familiar deve estar atento. Com o avançar da doença, a comunicação com e do paciente fica cada vez mais comprometida – existe a dificuldade de entendimento e da fala, podendo chegar a uma comunicação mais visual e gestual. Algumas dicas para ajudá-lo na comunicação:
* olhe sempre no olho do paciente e procure fazer com que ele também olhe em seus olhos;
* fale de forma clara e pausadamente, repetindo quantas vezes forem necessárias, porém procurando utilizar as mesmas palavras. Não é necessário gritar a não ser que o paciente tenha problemas de audição;
* procure diminuir todos os focos de ruído: televisão, rádio, crianças, animais, pessoas falando alto... Assim você conseguirá que o paciente preste atenção ao que você está falando e conseguirá responder e atender ao que pede;
* sempre mantenha contato afetivo, seja um abraço um afago, um carinho – esta é a melhor forma de fazer com que o paciente atenda ao que está sendo solicitado;
* é importante que você saiba que o paciente, apesar de apresentar dificuldades de entendimento e de comunicação, não é uma criança, portanto deve ser respeitado e dignificado.

Sono:
é freqüente a troca da noite pelo dia. Para nós, familiares cuidadores, o ato de cuidar fica ainda mais difícil porque precisamos de descanso. Para que o paciente possa ter uma noite de sono tranqüila, observe o seguinte:
* durante o dia, procure manter atividade física com o paciente como caminhar, ir tomar um sorvete, varrer o jardim, arrumar um armário ...
* não permita que ele durma durante o dia – nem a “sonequinha” após as refeições;
* estabeleça uma rotina de acordar e dormir sempre no mesmo horário;
* supervisione para que o jantar seja nutritivo, mas leve. Cuidado com o excesso de líquidos após o jantar pois isso aumentará a diurese noturna;
* se os problemas decorrentes da ausência de sono forem constantes mesmo após esses cuidados, consulte o médico para que ele possa reavaliar a conduta terapêutica.

Alimentação:
o processo de alimentação do paciente pode se tornar complicado em virtude de vários fatores: dificuldade de engolir líquidos, dificuldade em coordenar os movimentos de deglutição, uso de próteses e até mesmo a falta de interesse pela comida. Algumas alternativas poderão facilitar uma alimentação correta:
* procure estabelecer e respeitar os horários da alimentação - lembre-se que o paciente preciso de pelo menos seis refeições ao dia (café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar e lanche) leves, porém nutritivas;
* apresente a comida de forma fácil para que ele possa pega-la (por exemplo, cortando a carne ou legumes, desossando o frango, retirando espinhas do peixe);
* dê-lhe a colher caso ele tenha dificuldade com o garfo e faca;
* não dê somente alimentação líquida – ele precisa do movimento de mastigação para evitar a necessidade de alimentação via sonda;
* evite bolacha, tipo cream cracker ou de sal e também peito de frango que por serem muito secos podem ocasionar engasgos;
* sempre que necessário, converse com o médico que atende o paciente para que ele possa orientar sobre suplementos alimentares;
* o tempo de alimentação do paciente pode ser muito demorado. Não se exaspere; é importante que ele se alimente sozinho com sua supervisão. Evite dar, você mesma, o alimente para ele enquanto puder comer sozinho.

Desorientação espacial:
é um sinal evidente da confusão mental e desorientação no tempo e no espaço que o paciente está sentindo. Muitas vezes ele se perde dentro da própria casa e não consegue se localizar no bairro, mesmo que more há muito tempo no mesmo endereço. Alguns cuidados devem ser tomados:
* procure deixar as chaves da casa longe do alcance dele e dificulte a saída, com fechaduras adicionais, trancas ou outros;
* utilize formas de contato com familiares ou vizinhos; use cartões com nomes e telefones de familiares e vizinhos colocando-os nos bolsos ou carteiras; uso de bracelete ou placas com identificação; caso prefira, poderá escrever seu telefone na própria roupa do paciente;
* lembre-se que esta desorientação espacial tende a aumentar quando o paciente mudar de endereço, mesmo que temporariamente;
* lembre-se de comunicar aos vizinhos sobre eventual “fuga” do paciente; informe-os sobre este problema decorrente da doença de Alzheimer e não representa perigo para eles. Mantenha sempre uma foto atualizada e se eventualmente, ele sair de casa mesmo com todas as dificuldades, quando encontrá-lo mantenha a calma – o paciente já está cansado e amedrontado com o episódio;
* não dê nenhum medicamento por conta própria. Converse com o médico e ele, somente ele, é o responsável pelo atendimento ao paciente.

Sexualidade:
é importante que saiba que a doença de Alzheimer não afeta a libido da pessoa, que por perder a critica de seu comportamento pode apresentar alterações desagradáveis como manipular a genitália ou tirar a roupa em público ou ainda manifestar algum impulso sexual com pessoas da família. Isto acontece porque a doença de Alzheimer tende a afastar as inibições. Você pode ajudar da seguinte forma:
* procure distrair o paciente com outras atividades, como ouvir uma musica, fazer uma atividade, jogar entre outras;
* não tenha uma reação mais agressiva; procure ajudá-lo a entender este comportamento;

* converse com o médico para verificar a possibilidade de prescrição de medicação, caso essas alterações sejam freqüentes.

Problemas com as alterações de humor

Abraz SPRecusa na admissão da doença: é sempre difícil, para qualquer pessoa admitir tenha problema de relacionamento, de atenção, de memória etc. A pessoa com doença de Alzheimer não vai entender quando comete algum erro e é criticado pela família. Converse com ele, ouça suas queixas e, juntos busquem alternativas que irão melhorar a qualidade de vida de ambos;

Álcool e medicamentos em excesso:
principalmente no início da doença, pode acontecer de a pessoa com doença de Alzheimer utilize medicação em doses maiores que as prescritas  e até bebidas alcoólicas com as medicações. Você pode ajudá-lo, conversando e mostrando que este comportamento é prejudicial ao seu tratamento. Lembre-se que ser autoritário, muito provavelmente provocará uma resposta negativa. Mas você pode retirar gradativamente as bebidas de sua casa ou substituí-las por sucos e deve também guardar os medicamentos em local de difícil acesso. Se o problema persistir, converse com o médico e juntos, com certeza acharão novas alternativas.

Desconfiança e alucinações:
com o avanço da doença, o paciente tem seu estado confusional aumentado e pode ter desconfiança de você ou outro membro da família acusando-o de roubar algum pertence ou ainda, dizer que pessoas estranhas estão em casa para machucá-lo. Este comportamento, às vezes, pode ser mais agressivo se você negar e disser que nada disso é verdade. Você pode ajudá-lo se:
* procurar desviar a atenção para alguma outra atividade;
* procure tranqüilizá-lo e mantenha-se calmo para trazê-lo de volta a realidade;
* observe se este comportamento veio após a troca de algum medicamento e entre em contato com o médico;

Não reconhecimento dos familiares:
é muito comum que a pessoa com doença de Alzheimer não o reconheça, fisionomicamente. A memória presente fica bastante comprometida e por isso, ele não vai se lembrar de qual é o relacionamento familiar de vocês: se você é filha/o ou esposa/o; mas ele sempre se lembrará de que você é a pessoa que está ao lado dele, em quem ele confia e que o ajuda. Para nós, familiares cuidadores, é sempre difícil perceber que este laço ficou rompido. É importante que:
* não fique repetindo inúmeras vezes seu nome ou o nome da pessoa que ele está confundindo e nem qual é o grau de parentesco de vocês;
* procure mostrar algumas fotos da família e, com ele, cite quais são as pessoas e qual o parentesco;

Problemas com o ambiente

Abraz SPTer uma pessoa com doença de Alzheimer exigirá da família, uma série de mudanças ambientais para própria segurança do doente. Porém estas mudanças devem ser feitas gradativamente para que ele se acostume com elas e ao mesmo tempo, não conflitem com os demais membros da família. Veja abaixo alguns dos lugares considerados como de maior perigo à pessoa com doença de Alzheimer:

Cozinha: os equipamentos e utilidades de uso em uma cozinha trazem grande perigo à pessoa com DA como, por exemplo: facas afiadas, louças, fogão de acendimento automático, gás, água quente e outros. Veja as alternativas:
* guardar os talheres, principalmente as facas, em local de difícil acesso a ele;
* desligar o gás sempre que você não estiver por perto;
* procure colocar dispositivos de segurança no fogão, caso ele seja de acendimento automático;
* não deixe a vista, os materiais de limpeza principalmente o detergente
* esteja sempre atento as suas atividades.

Banheiro:
também um ambiente que oferece muitos riscos para a pessoa com doença de Alzheimer. É conveniente tomar algumas medidas:
* adote piso antiderrapante;
* não utilize tapetes dentro do Box porque podem originar quedas;
* adote barras de segurança no Box e ao lado do vaso sanitário (hoje estes equipamentos podem ser facilmente encontrados em casas de material de construção);
* altere a fechadura para que a porta seja trancada somente do lado externo.

Luzes:
a desorientação espacial e os distúrbios de percepção podem ocasionar dificuldades para a pessoa com doença de Alzheimer se orientar principalmente se o ambiente estiver com iluminação excessiva. Procure utilizar iluminação suficiente para que ele consiga transitar pela casa, principalmente entre o quarto e o banheiro. Existem lâmpadas de segurança, que podem ser adquiridas em casas de material de construção, que podem ser colocadas nas tomadas de rodapé fazendo com que o caminho seja iluminado, mas de forma a não perturbar o sono dos membros da família.

Escadas:
atenção especial deve ser dada as escadas e caso sua casa as tenha, é necessário adotar formas seguras para o transito, do tipo corrimão dos dois lados da escada, faixas antiderrapantes nos degraus e principalmente criar obstáculos no inicio e final da escada como, por exemplo, portão ou grade.

Ambiente interno:
a doença de Alzheimer compromete a parte motora da pessoa e por isso ele apresenta um andar mais arrastado com os pés muito junto ao chão. Para maior proteção à pessoa e também como fator preventivo de quedas, é conveniente que os tapetes sejam retirados, que o chão não seja encerado e caso exista mobiliário, objetos de decoração, fios ou cabos que comprometam a locomoção, estes também sejam retirados. Não se esqueça que agora a casa deve ser preparada para seu familiar com doença de Alzheimer e é preciso deixá-la cada vez mais segura.
Janelas e portas: o acesso às janelas e portas deve ser dificultado, colocando-se travas e telas nas janelas e fechaduras adicionais nas portas cuidando para que as chaves não fiquem ao alcance da pessoa com doença de Alzheimer. Não se esqueça de que para as portas internas é aconselhável que sejam trancadas somente pelo lado externo e nunca interno ao ambiente. A porta de entrada/saída da casa deve ter uma atenção maior, sempre com a chave guardada em outro local e sempre que possível colocar um sistema sonoro que indica quando esta porta está sendo aberta, por exemplo: sinos.

Ambiente externo: assim como cuidados deve ser observados nos ambientes internos, a área externa da casa também pode oferecer riscos à pessoa com doença de Alzheimer. Assim os vasos de plantas devem estar devidamente seguros em seus suportes, material de jardinagem devidamente guardado, portão de entrada sempre trancado e, da mesma forma que a porta de entrada, deve ter um sistema sonoro indicando quando está sendo aberto.

design Cynthia Vasconcellos
desenvolvimento Erick Nascimento